Sagrado Feminino


O Sagrado Feminino é uma filosofia, um estilo de vida que promove ensinamentos sobre aspectos físicos e mentais do arquétipo feminino. É a consciência dos ciclos, da capacidade de criação e acolhimento. É a reconexão consigo mesma e a harmonização de tudo isso com a natureza.



E é através desse poder que conseguimos atrair o que desejamos. Se você estudou muitos dos mistérios das antigas práticas das deusas e sacerdotisas, provavelmente sabe o quão incrível é a nossa energia; somos a porta de entrada de toda a criação.

Ao longo dos tempos, fomos perdendo essa energia criativa e mergulhamos em um modo de viver totalmente distante da nossa essência. Por isso é importante o resgate do nosso eu mais profundo, só que isso não pode acontecer enquanto estivermos reprimindo sentimentos e aprisionando crenças destrutivas nas nossas camadas internas.

Para isso, existem diversas formas de cura, mas primeiro precisamos nos autoconhecer, para que assim possamos ter um relacionamento mais íntimo com nosso Eu, desenvolvendo as habilidades e dons naturais para um viver pleno.

Aquela que tudo pariu


Por ser a mulher a geradora da vida, o lado feminino da Natureza era representado pela Deusa, a quem era atribuída a condição de Fonte Criadora Universal. Para os povos primitivos, o Universo era a terra – eles desconheciam a existência de outros mundos –, então atribuíram à terra o papel de Mãe de todas as coisas. A medida que o conhecimento se expandia, o papel de Mãe criadora era ampliado. Assim, todas as culturas antigas faziam referencia a ela em muitas esferas.

Com o surgimento da cultura judaico-cristã a imagem da Deusa Mãe foi excluída das tradições religiosas do mundo ocidental, restando apenas a figura de Maria, mãe de Jesus, e mesmo assim em apenas em algumas religiões. Os evangélicos, por exemplo, não nutrem nenhuma conotação especial por ela. Porém, ao ponto que a energia feminina era adormecida e apenas a masculina era exaltada criou-se uma série de desequilíbrios causando o sofrimento de gerações inteiras.




Mas, enfim, com milhares de anos passados, temos observado o ressurgimento do arquétipo feminino na cultura, nas artes, na ciência e no psiquismo das pessoas. E por isso podemos notar uma crescente preocupação com o meio ambiente, as manifestações pela paz e o ressurgimento de religiões baseadas na natureza.

Nesse renascer é possível experimentar diversas dessas manifestações como:

  • O reconhecimento do importância das diversas manifestações de vida (não apenas a humana); 
  • A reconciliação das pessoas ao invés da competição; 
  • A paz ao invés dos conflitos; 
  • As terapias naturais respeitando o corpo e a Terra (ginecologia natural, inclusive);
  • A volta dos oráculos (Runas, Tarot...) e das práticas naturais (magia, ervas, cristais...).

Todos esses valores eram intrínsecos às energias da Deusa na antiguidade.

O autoconhecimento feminino


Existem algumas formar de buscar o autoconhecimento, nenhuma delas é fácil e com o Sagrado Feminino não é diferente.

Em primeiro lugar devemos ter em mente que o despertar do Sagrado Feminino começa dentro de nós. Esse é um processo por vezes doloroso e solitário onde muitos processos, sentimentos e padrões não tão belos virão à tona. Mas isso só acontecerá se estivermos verdadeiramente dispostas a nós conhecermos e nos tornarmos a nossa melhor versão.

De nada adianta praticar o resgate da Deusa se não tivermos em mente que somos Filhas desse Ventre e confiarmos. De nada adiantará buscar o coletivo, estar num círculo de mulheres, se primeiro não estivermos em conexão conosco. Se conhecer é se amar incondicionalmente! Com todas nossos pontos positivos quanto negativos.

"A Deusa chamará com uma voz que não pode deixar de ser compreendida. Se você tiver ouvido esse chamado, não haverá lugar algum no mundo onde possa se esconder dele."
Atender a esse chamado requer uma série atitudes, de mudanças. Delas podemos citar a busca pela cura de si mesma, o equilíbrio interior e a conexão com a natureza através dos nossos ciclos, principalmente.

Então, isso significa que toda mulher que pretende praticar o Sagrado Feminino invariavelmente precisa ter um útero? Absolutamente, não. A nossa relação com o útero é de valorização e não de aprisionamento. Dentro do Sagrado Feminino tudo é fluído e natural. Somos mais que menstruar, ser mulher vai muito além.  Começa muito antes do nosso nascimento e ultrapassa o morrer.

Nosso centro energético permanece no mesmo lugar em que o útero se localizava e tudo relacionado a ele não se modifica. O ventre de mulher está ligado à Deusa, à Lua não há como isso ser retirado! Uma mulher sem útero, assim como as menopausadas, continuam sendo cíclicas.

A Deusa é maravilhosa, generosa e sempre encontra uma forma de chegar até suas filhas. Para Ela não há distinção, todas somos amadas incondicionalmente.




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