Yule


Yule significa “roda” em norueguês e é um dos festivais universalmente celebrados. Foi a primeira festa sazonal comemorada pelas tribos neolíticas do norte da Europa. Esse rito também é conhecido como o Festival das Luzes, pois é costume acender várias fogueiras, tochas e velas nessa noite.



Como vimos na Roda do Ano é em Samhain que o Deus desce ao Submundo e torna-se o Senhor da Escuridão. A Deusa revela sua face Anciã, a Senhora da Magia, sendo ao mesmo tempo viúva e mãe (carregando em seu ventre seu futuro filho, que é o próprio Deus, como semente de luz).

Em Yule o Deus renasce, como a Criança da Promessa, filho da Deusa e de Si Mesmo. Nesse momento ela assume a sua plenitude materna e a escuridão reina como se estivéssemos no seu caldeirão. 

Por essa celebração está ligada ao solstício de inverno, o Yule acaba sendo celebrado em datas opostas nos dois hemisfério. No Norte, Yule é celebrado entre os dias 21 e 23 de dezembro, já no Hemisfério Sul ele é celebrado entre os dias 21 e 23 de junho.

No início desta celebração pagã eram confeccionadas bonecas de milho que eram carregadas pela casa ao som de canções típicas da data. Quem participava desse ritual acreditava que ele traria bênçãos para a casa e para quem nela morava.

Na Roda Norte, o Yule coincide com o Natal (o nascimento de Jesus Cristo, o pinheiro). Já na Roda Sul é celebrado no mesmo período das festas juninas (as fogueiras, o milho...) todos esses símbolos são herança dos nossos ancestrais.

Ritos e significados


Em Yule, o inverno finalmente chegou. Será um tempo frio, gélido e de recolhimento. Nesse momento a vontade de irmos para dentro de uma caverna bem quente e proteger-nos é enorme.

Yule é justamente o tempo onde a natureza nos conduz para o nosso interior, num movimento de introspecção, retração e de ausência.

E nesse movimento que realizamos todos os nossos trabalhos internos, para recolhermos nossos sentidos e pouparmos a energia física que precisaremos nos meses seguintes. É uma fase de conservação. De estocar. De manter.

Nesse momento, faço-me algumas perguntas para avaliar os últimos 6 meses vividos. Aconselho que você faça o mesmo, pois é uma ótima maneira de fazer um balanço do nosso aprendizado e evolução. Você pode utilizar o Tarot como guia, ele é uma ótima ferramenta!

1. Será que estou cultivando momentos realmente nutridores em volta da minha fogueira interior?

2. Será que estou conseguindo reservar momentos de profundo silêncio e conexão dentro da minha caverna interior?

3. Será que tenho tudo que preciso para me manter viva e aquecida durante esse período? 

Convido você para que nessa abertura de inverno, para neste Solstício onde temos a presença da Bruxa-Anciã, mergulhar profundamente no nosso mundo interior, adentrar nossas sombras e ao redor do nosso próprio fogo encontrar todas as respostas que buscamos.

Vamos mergulhar nas nossas profundezas e renascer no novo ciclo!



Fase da Lua hoje: Cheia 🌕



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